Tag Archive: Lágrimas


Como?

O que é que eu fui fazer? (…)

O que eu faço para não mais lembrar?

Como calar o som da chuva, a lágrima do poeta,

o amor que sinto por ti?!

Poderia eu fazer retornar as lavas flamejantes

de um vulcão recém despertado?

Poderia eu conter a fúria de um tsunami?

Poderia minhas palavras ficar longe das tuas?

Quisera eu, saber adestrar o mar,

conter a tempestade,

correr por sobre o sol, andar por entre as nuvens.

Tudo em vão!

Como isso poderia ser feito de outra forma

senão desta forma doida e desenfreada?

Como chamar os anjos para perto de mim?

Como parar o tempo Kronos?

Nada eu te dei.

Nada tu me deste.

tudo um ao outro entregamos.

Como poderíamos conter a fúria do oceano?

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados

Ciúmes

Às vezes chego ao ponto de querer adivinhar-te,

nesses instantes me sobrevêm diversas formas de sentimentos,

às vezes dor, às vezes paz, às vezes risos, às vezes lágrimas.

Eu fico inutilmente tentando adivinhar-te.

 

Ontem eu chorei tanto!

Chorei o pranto dos amantes da Lua, que nunca

a deixam de amar, mas nunca a possuem.

Ontem eu chorei todas as cenas de ciúmes que eu

quase adivinhava em meus densos pensamentos.

 

Tolice!

Sinto-me toda tola perdida em tais sentimentos.

Adivinho-te enciumadamente sem saber qual a

verdade de teus sentimentos… e sem querer saber,

para poder simplesmente adivinhar-te.

 

Ciúmes! Ontem essa dor me ocorreu de uma forma

tamanha, estranha, e quase inadmissível.

Nestas horas eu te odeio com toda força

do meu intenso amor.

 

Quero lançar-te para longe de minha vida

como se eu pudesse…(!) Como se eu soubesse!

Nestas horas eu te odeio com toda força

desse maldito-bendito amor.

-Ciúmes.

 

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.