Tão simples este amor nasceu… Nós nem notamos
 que era amor e afeição que aos poucos nos prendia…
 O amor, – é aquela flor que engrinalda dois ramos
 aos esponsais de luz do sol de cada dia!
 
 Dois ramos, – eu e tu, – e as horas desfolhamos
 numa doce, irrequieta e impensada alegria,
 – e assim vamos vivendo, e a viver, acenamos
 sonhos verdes aos céus azuis da fantasia!
 
 Tão simples este amor nasceu… Tal como nasce
 um beijo em tua boca, um riso em tua face,
 uma estrela no céu… ou uma flor de um botão.. .
 
 Nem era necessário mesmo eu te falar,
 se já o tens transformado em luz no teu olhar,
 e eu, já o sinto a cantar, dentro do coração!

(Soneto  de JG de Araujo Jorge – coletânea –
“Meus Sonetos de Amor ” 1a edição1961 )