Há dias que posso passar sem sol, sem luz,
sem pão,
sem tudo enfim…

( Tenho até a impressão de que não preciso de nada…
… nem mesmo de mim…)

Mas há dias, amor… (e parece mentira)
– nem eu sei explicar o porquê
de tão grande aflição –

em que não posso passar sem Você
um segundo que seja!
– de repente preciso encontrá-la, é preciso que a veja –

– Você é o ar com que respira
meu coração!
 (Poema de JG de Araujo Jorge do livro
– Antologia Poética Vol. II – 1a ed. 1978)