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Quero informar a todos que me dão a honra de visitar esse espaço que o blog  Som Do Coração mudou de endereço, agora você poderá acompanhar os conteúdos que encontrava aqui e muito mais no link:

http://somdocoracao.wordpress.com/

E está de roupa nova também.

Entre e confira. Siga-nos.

Um Grande Abraço!

Lilly Araújo.

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Um Grande Abraço!

Lilly Araújo.

Hoje

Hoje. Ontem. Amanhã.

Hoje, apenas hoje!

Um agora inevitavelmente suave e bom.

Hoje eu. Hoje você. Hoje nós.

Hoje eu quero novamente ouvir sua voz,

ouvir qualquer palavra exagerada,

carregada das impressões de quem está apaixonado.

Sentir teu perfume, de teu corpo, da tua alma.

Hoje eu novamente quero ouvir tua voz e te ver,

cada gesto teu que é tão meu e me traz vida.

Estás gravado em mim como em uma lápide.

Eu – lápide, transcrevendo você.

Hoje o teu braço tímido pode envolver-me

em um abraço furtado com gosto de doce.

Hoje e apenas hoje! E amanhã?…

Apenas quando o amanhã for hoje.

Ontem eu nem sei mais! Mas hoje…

Ah! Como hoje demora a chegar!

O teu sorriso no ar, teu desajuízo,

teu descompromisso e o meu gozo,

o meu riso maroto, e uma lerdeza no olhar.

Ontem? Nem me lembro mais.

Amanhã? Não quererei adivinhar.

Mas hoje…

© Por Lilly Araújo -2006- Direitos Autorais Reservados.

Adeus?!

Sozinho, perdido, chorando, rasgado

é assim que estarás.

Sozinha, perdida, chorando, rasgada,

assim estarei.

Adeus meu grande amor,

nós já temos que partir.

Promessas! Momentos! Palavras!

Quando foi que mentimos pra nós mesmos

e nos perdemos?…

Sonhos perdidos!

O nosso amor se quebrou.

Agora onde irei ancorar minha alma?!?

Estarei sozinha, perdida, jogada, largada.

Rasgada sem aquele que nunca foi meu.

Nas canções eu ouço as palavras de dor

que eram para ser só minhas.

Ah! Nada é só meu. Tudo parece já

pertencer a outro alguém antes de mim.

Nem eu pertenço a mim mesma,

pois se assim fosse, eu seria totalmente sua.

Há um lado gritante dizendo que sim,

e um sussurro latente dizendo que não.

Cada instante contigo faz com que

eu me perca sem saber me encontrar,

(sem saber, sem poder e sem querer),

querendo apenas cada vez mais me perder.

Quero-te. Quero-te. Quero-te. Quero-te…

… … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …

e jamais o terei?

Perdi-me. Perdi-me. Perdi-me.

Adeus! Agora pego meus cacos espalhados

neste cenário de um sonho

que nunca mais será sonho.

Fui atingida de morte! Fui atingida de Vida!

Vida que só foi vida em tua vida.

Adeus!

Mas eu não queria ter que partir.

A vida foi quem escolheu por mim.

Não pergunte as razões,

mas eu as trago, imponentes e amargas.

Adeus!

E desta vez minha fuga não será

para uma cidade tão próxima que possas alcançar-me.

fujo agora de mim mesma, e ainda assim

continuarei no mesmo lugar.

Não tentes me deter ou morrerei.

Adeus?!

Vou partir querendo, mas não podendo ficar.

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.

As horas nunca passaram tão devagar. Meus olhos desistiram de acompanhar o movimento monótono dos ponteiros, e numa luta desesperada para se manterem acordados, distraem-se observando o vaguear incerto das luzes coloridas que invadem o meu quarto pela cortina semi-aberta. São as luzes das festas. Os fogos me incomodam, assim como os risos e toda algazarra que vem da rua. Hoje é dia de ano bom.
Parece que faz duas horas que olhei o relógio pela última vez. 23h30min. A hora é a mesma. Chego a achar que o relógio está com defeito, mas logo o ponteiro dos segundos se move preguiçosamente, num esforço fora do comum, como se fosse desistir do ofício. As minhas costas doem, mas não quero me virar. Quero continuar de frente para o relógio esperando os minutos passarem. A luz está acessa. Não posso dormir. Falta pouco agora. Ela disse que ligaria às 23h50min. Olho o telefone ao lado da cama. Ele está calado, frio, imparcial. Não dá a mínima para o que estou passando. Angústia! Penso em ligar, mas uma ponta de dignidade me lembra o amor próprio. Os olhos se enchem de lágrimas antigas que nunca deixei cair. Lágrimas amargas que chegam ao canto da boca. Um nó na garganta me sufoca. Penso na morte; em deixar a vida, que nunca pareceu fazer questão de mim. Dores adormecidas se aproximam para fazerem companhia ao meu estado emocional. Ansiedade! Ensaios de ansiedade: sofrimento dobrado, sentimento que anuncia o fracasso.
23h50min. Enxugo as lágrimas, tento me recompor. O telefone toca… É engano. Levanto da cama desnorteado, abro a cortina como se estivesse espiando algo que não devia. Vejo minha vida miserável através da alegria alheia. Eles estão cantando. A música alta é deprimente e me machuca como o sol pra quem vive nas cavernas. Volto ao choro. Os fogos se intensificam, mas não ouço nada; não quero ouvir. Apago as luzes e me atiro na cama.
0h15min. O telefone toca novamente e me acorda. Eu estava sonhando e por isso demorei a atender. É ela. Ainda estou magoado, mas ao som de sua voz, já não sinto rancores. É como a música de Davi aos ouvidos de Saul. Meus demônios se vão e uma alegria me invade. Meu espírito se renova e cicatriza as inúmeras feridas que minha ansiedade fez.
Desligo. Adormeço e volto a sonhar com ela.
Está tudo tranqüilo agora. Estou na rua compartilhando as luzes coloridas. Pessoas por todos os lados. A música está alta, mas eu não ligo. Ela está na multidão… Ensaio nova ansiedade. Mas ela me abraça, sussurra o meu nome, e diz que nunca mais vai me deixar. Encontro paz.

Autor: Antonio Severo dos Santos Júnior
Rio de Janeiro / RJ

P.S:

Oi, visitei a Antologia on line da CBJE e estou recomendando este texto para você.   Veja em http://www.camarabrasileira.com/cf11-004 .htm


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Autor: Antonio Severo dos Santos Júnior
Rio de Janeiro / RJ